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AFROVERSO | Um levante, um compromisso.

Por um novo nascimento, um levante, um compromisso
Retirando o pensamento da entrada de serviço
Versos para cruz, Conceição no altar
Canindé, Jesus, oh, Clara!
Nossa gente preta tem feitiço na palavra
(G.R.E.S Beija-flor de Nilópolis, 2022)

O Samba, há tempos, deixou de ser apenas um gênero musical e se tornou conceito. Suas ramificações e o papel das escolas de samba transformaram o imaginário social da música que reverbera em tantos outros lugares. Está na dança, nas artes plásticas e cênicas, na percussão, no território, nas religiosidades e tantos outros espaços. No caso das escolas de samba, a complexidade dos desfiles e da sociabilidade nas quadras e barracões são frutos de uma amplificação de vozes ancestrais e diversas, como é na tradição oral.

São muitos vieses que podemos traçar ao falar das escolas de samba e seus desfiles. Trato aqui do ‘afroverso’, dedicando o nome desta coluna ao entendimento negro, criador e fomentador da cultura sambista, carnavalesca. 

Sempre busco pensar historicamente e socialmente para compreender de onde partimos e onde queremos chegar. Destaco como o negro conseguiu ter voz a partir do fazer musical, onde batuques e letras de músicas se tornaram cada vez mais intensos e difundidos no centro urbano carioca. Eventos marcados por resistências e negociações, ano após ano, os desfiles foram construídos e passaram a tratar de temas variados, cada um à sua maneira, cada vez mais observando o debate racial e valorizando o pensamento negro, criador do samba, da musicalidade em questão e identificando-se como parte da sociedade brasileira.

Foto Riotur/Reprodução – Lavagem da Sapucaí, 2023.

O levante proporcionado pelo que chamamos de inventividade negra gera, em cada carnaval, novidades para o samba e pelo samba, com novas linguagens nos enredos, busca por continuidade na luta antirracista e anticolonial no movimento negro e, sobretudo, acesso público aos discursos apresentados.  Um exemplo de trabalho construído por pessoas negras é o Roteiro dos Desfiles, que há 15 anos, se coloca como fonte e interlocutor do que as agremiações apresentam, sendo um registro de fácil acesso e gratuito do pensamento social do samba e dos sambistas. Para isso, assumimos o compromisso de tratar dos temas essenciais desse universo, onde sambistas e foliões possam ler e debater sua inventividade, diversa e complexa, aqui sob os holofotes de um viés empretecido.

Picture of Rafael Moreira

Rafael Moreira

Cientista Social formado pela UFRJ e Mestrando em Comunicação Social pela UFF. Também é candidato à dupla-titulação em Culturas do Sul Global na Universidade de Tübingen, Alemanha. Pesquisa o carnaval das escolas de samba e a sociabilidade negra através do samba-enredo. Compreende a musicalidade do samba como produto da inventividade negra e também como produtora de consciência, diante das tendências encontradas nos desfiles ao longo dos anos.
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Rafael Moreira

Cientista Social formado pela UFRJ e Mestrando em Comunicação Social pela UFF. Também é candidato à dupla-titulação em Culturas do Sul Global na Universidade de Tübingen, Alemanha. Pesquisa o carnaval das escolas de samba e a sociabilidade negra através do samba-enredo. Compreende a musicalidade do samba como produto da inventividade negra e também como produtora de consciência, diante das tendências encontradas nos desfiles ao longo dos anos.

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